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Fontes, bebedouros e chafarizes

Fontes, bebedouros e chafarizes

21
Mar18

Chafariz das Portas de Moura/Fonte da Porta de Moura, Évora

JL

Mais uma fonte (ou chafariz) de Évora classificada pela DGPC como Monumento de Interesse Nacional, desde 1920. Tal como o chafariz da Praça do Giraldo, faz parte do período de renovação urbanística patrocinada pelo Cardeal D. Henrique e também foi desenhada por Afonso Álvares.

O monumento, todo em mármore branco, tanto tem de vistoso como de grandioso. Enquadra-se perfeitamente no Largo das Portas de Moura, onde a nossa vista se prende, também, nos edifícios circundantes. Foi solenemente inaugurado a 4 de Dezembro de 1556 (conforma inscrição na esfera) e pensa-se ter sido edificada por Diogo de Torralva, que à altura era também o mestre responsável pelas obras do Aqueduto (ESPANCA, 1993, p.67).

A obra compõe-se de dois tanques rectangulares, estando o principal em plano mais elevado. Este é abastecido por uma fonte em esfera, de mármore, assente em fuste circular, com "quatro carrancas representadas por serafins de alto-relevo". A água sobrante deste tanque abastece o outro, que fica num plano mais baixo e que, noutros tempos, serviria  os animais.

Fonte: Chafarizes e Fontes Públicas da cidade de Évora 

IMG_3364.jpgIMG_9581.jpgIMG_9590.jpgIMG_3360.jpgIMG_9583.jpgIMG_3361.jpgIMG_9588.jpg

Outras fontes na cidade de Évora: Caixa de Água Renascentista, Chafariz da Rua de Alconchel, Chafariz das Bravas Fonte no Largo dos Mercadores, Chafariz da Praça do GiraldoFonte da Universidade de ÉvoraFonte da Casa do Lavabo (Universidade), O beijoFonte de ferro do Largo dos Colegiais, Chafariz do Rossio de S. Brás... 

20
Mar18

Chafariz das Bravas, Évora

JL

Este monumento de interesse público é o a primeiro monumento com que nos deparamos ao chegarmos a Évora, vindos do litoral. É, também, provavelmente, das fontes mais antigas da cidade ainda em funcionamento. Túlio Espanca diz que já existiria em 1483. Ao longo dos tempos foi sofrendo várias intervenções mas nunca deixou de servir  pessoas e os animais. De referir que, era costume dar-se aqui de beber aos animais ou usar um tanque anexo (atualmente inexistente) para dar banho aos cavalos. Em 1860 foram descobertas ruínas e vários fragmentos da época romana. Uma descrição de 1966, feita pelo autor referido anteriormente, fala na presença de um brasão com as armas nacionais e duas carrancas de pedras, nos extremos. Atualmente, o chafariz pouco se assemelha essa ou com outras descrições. É composto por um paredão comprido, rebocado de alvenaria e cal, no cimo de qual ainda apresenta as vinte vistosas ameias góticas. Tem agora uma única bica, cuja água corre para um grande tanque rectangular. Em vez do brasão com as armas nacionais apresenta uma placa com as iniciais C.M.E.. A torneira que existia no extremo direito foi selada. No seu interior, foram colocadas luzes, para uma maior visibilidade noturna. O acesso ao chafariz só é pedonal. Ainda não há muito tempo era um local escolhido por muita gente para a lavagem de automóveis.

 

Fonte: Chafarizes e Fontes Públicas da cidade de Évora

 

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Curiosidades acerca do nome do chafariz:

1) Há uma lenda que envolve a Deusa Diana, quando esta tomava banho num dos tanques, semelhantes a lagos, que aqui existiam. Acteon tê-la-á tentado violar mas os seusgritos chamaram a atenção do povo de Évora que apanhou Acteon e o terá assassinado, pendurando as suas "bragas" (ou ceroulas) neste chafariz, para que todos tomassem conhecimento do seu crime;

2) O nome deriva de Fragas, que aqui existiriam, e a evolução linguística da palavra fez o resto;

3) Bravas era também o nome que se davam a mulheres causadores de brigas ou intrigas com vizinhos e outras mulheres. Foi, por isso, estabelecido que aquelas que estabelecessem injúrias a outrém pagariam de acordo com o número de vezes em que cometeram o crime: a primeira vez, pagavam 100 libras; se fosse a segunda vez, ser-lhes-ia colocado na cara uma espécie de açame de ferro, com uma lingueta pontiaguda, também em ferro, que, uma vez entrando na boca, impedia a língua de se mover, sob pena desta ficar toda cortada e de provocar dores horríveis.

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GPS: 38.5669576,-7.9217545

Cronologia: Construção: séc. XV (Já existia em 1483)

Outras fontes na cidade de Évora: Caixa de Água Renascentista, Chafariz da Rua de Alconchel, Chafariz das Portas de Moura, Fonte no Largo dos Mercadores, Chafariz da Praça do GiraldoFonte da Universidade de ÉvoraFonte da Casa do Lavabo (Universidade), O beijo, Fonte de ferro do Largo dos Colegiais, Chafariz do Rossio de S. Brás... 

 

19
Mar18

Fonte no Largo dos Mercadores, Évora

JL

Num largo muito bonito de Évora encontra-se esta pequena fonte, um pouco mal tratada pelos "grafiters" da cidade, bem como pela poluição dos carros que aí estacionam, diariamente. Como se pode ver pelas fotografias recentes, nem as torneiras se salvaram. 

Poucos dados se encontram acerca desta fonte. 

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Outras fontes na cidade de Évora: Caixa de Água Renascentista, Chafariz das Bravas, Chafariz da Rua de Alconchel, Chafariz das Portas de Moura, Chafariz da Praça do GiraldoFonte da Universidade de ÉvoraFonte da Casa do Lavabo (Universidade), Fonte de ferro do Largo dos Colegiais, O beijo, Chafariz do Rossio de S. Brás... 

 

18
Mar18

Fonte de ferro, Largo dos Colegiais, Évora

JL

 

É uma das muitas fontes de ferro que existem na cidade e teriam sido construídas no final do século XIX. Com o surgir da revolução industrial, os metais eram muito utilizados, nomeadamente o ferro fundido. Estas fontes, ou fontanários, são de construção simples e muito idênticas entre si. Como não possuem grandiosidade arquitetónica, pode dizer-se que a sua função era meramente utilitária. 

Uma vez que o terreno neste largo é bastante inclinado, a fonte de ferro foi construída sobre uma base que ajuda a que esta fique mais direita. 

Sendo, atualmente, abastecidas pela rede de distribuição pública, possui duas torneiras de metal. Sob cada torneira há duas pias desniveladas e configuração diferente: uma é redonda e a outra ovalada. Um dos números que indicam o ano da sua construção já caiu, pelo que apenas podemos dizer que a fonte data da última década do século XIX. 

Foi restaurada em 2003, tal como várias outras fontes da cidade. 

Fonte: Chafarizes e Fontes Públicas da cidade de Évora

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Outras fontes na cidade de Évora: Caixa de Água Renascentista, Chafariz das Bravas, Chafariz da Rua de Alconchel, Chafariz das Portas de Moura, Fonte no Largo dos Mercadores, Chafariz da Praça do GiraldoFonte da Universidade de ÉvoraFonte da Casa do Lavabo (Universidade), O beijo, Chafariz do Rossio de S. Brás... 

17
Mar18

"O beijo", Fonte do Jardim de Diana, Évora

JL

Uma fonte com uma vista fabulosa, não só sobre parte da cidade de Évora, como também sobre a planície alentejana. A escultura, que encima a fonte, é alusiva aos namorados, ou não estivessemos nós num dos Jardins mais bonitos de Évora, junto ao templo romano. Da autoria de João Cutileiro, data de 1981, o ano em que se realizou o "Simpósio Internacional de Escultas de Évora".

Fonte: Évora Viva

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A vista, para o lado do Jardim de Diana e do Templo Romano:

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A vista sobre o Aqueduto da Prata e parte da cidade de Évora:

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Quando estudei em Évora, este era um local de passagem regular com as minhas amigas, pois a água era sempre muito refrescante e ajudava-nos um pouco a ultrapassar o calor alentejano.

IMG_2102.jpgOutras fontes na cidade de Évora: Caixa de Água Renascentista, Chafariz das Bravas, Chafariz da Rua de Alconchel, Chafariz das Portas de Moura, Chafariz da Praça do Giraldo, Fonte da Universidade de Évora, Fonte da Casa do Lavabo (Universidade), Fonte de ferro do Largo dos Colegiais, Fonte do Largo dos Mercadores, Chafariz do Rossio de S. Brás... 

16
Mar18

Caixa de água renascentista - Aqueduto da Prata, Évora

JL

Classificado como Imóvel de Interessa Público, desde 1910, situa-se na Rua Nova de Santiago (ou, simplesmente, Rua Nova). A sua função era receber a água que chegava do Aqueduto da Prata. Após quatro décadas de espera e duas vãs tentativas, é finalmente inaugurado a  28 março de 1537, graças ao esforço de D. João III, que juntou todos os recursos possíveis para dotar a cidade com o mais extenso e complexo projeto de engenharia hidráulica do seu tempo. Obra de extrema necessidade, já que era preciso abstecer a cidade e minimizar a frequente escassez de água, sobretudo nos meses de verão. Apresenta uma extensão de 18km, desde a nascente, na Herdade da Prata (freguesia da Graça do Divor), até ao final do seu percurso, um chafariz, na Praça do Giraldo. Segundo registos da época, era uma fonte adornada por leões de mármore que estava associada a um arco de triunfo romano, ambos depois abandonados aquando da remodelação henriquina da principal praça da cidade e cuja fonte primitiva foi substituída pela atual fonte da Praça do Geraldo. Um pouco antes do final do aqueduto, foi construída esta caixa de água, seguindo uma estrutura que aludia aos templos clássicos. 

 

Fonte: DGCP

   

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Outras fontes na cidade de Évora: O Beijo, Chafariz das Bravas, Chafariz da Rua de Alconchel, Chafariz das Portas de Moura, Chafariz da Praça do Giraldo, Chafariz da Universidade de Évora, Fonte da Casa do Lavabo (Universidade), Caixa de Água Renascentista, Fonte de ferro do Largo dos Colegiais, Fonte do Largo dos Mercadores, Chafariz do Rossio de S. Brás...

15
Mar18

Chafariz em Moreira de Rei, Trancoso

JL

Chafariz na Estrada Nacional 331, que liga a Mêda a Trancoso, na localidade de Moreira de Rei. Esta aldeia já foi vila e sede de concelho, entre o século XII e 1836, o que atesta a importância da região, noutros tempos. Nada se encontra acerca deste chafariz. 

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O chafariz fica junto da bonita Igreja de Santa Maria, uma igreja cuja origem remonta aos séculos XII-XIII: 

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14
Mar18

Chafariz do Fundo de Vila, Mêda, Guarda

JL

Construído de granito, em 1952, no fundo da vila do lado nascente, foi ali colocado para servir de abastecimento às casas adjacentes e também com um tanque para servir de bebedouro a animais, pois era frequente por ali a sua passagem para os trabalhos nas propriedades rurais. 

 

Fonte:Terras da Mêda 

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 Outras fontes nesta localidade: Chafariz dos amores, Chafariz do Rabaçal, Chafariz nos Paços do Concelho,  

12
Mar18

Chafariz do Rabaçal ou Fonte das Poças, Mêda, Guarda

JL

É uma fonte de mergulho barroca construída, provavelmente, em 1764, com vários tanques retangulares à sua volta, de épocas distintas. 

É constituído por uma caixa de água de planta retângular, com paredes em cantaria granítica, tendo uma cobertura em lajes do mesmo material. À sua frente, surge um muro que separa a fonte de dois tanques ao nível do solo. Mais informação em monumentos.gov.pt

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Outras fontes nesta localidade: Chafariz dos amoresChafariz nos Paços do Concelho, Chafariz do Fundo da Vila,  

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