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Fontes, bebedouros e chafarizes

Fontes, bebedouros e chafarizes

20
Jun19

Poço da Cisterna da Lavagem, Convento de Cristo, Tomar, Santarém

JL

Até à construção do Aqueduto dos Pegões, o abastecimento de água ao Convento de Cristo, e respectivos espaços exteriores, assentava totalmente no aproveitamento das águas das chuvas, com todos os inconvenientes inerentes ao arrastamento dos detritos acumulados nos telhados, águas essas que eram armazenadas nas inúmeras Cisternas existentes, quer no Castelo, quer no Convento, quer ainda nos seus espaços exteriores. Todas as novas construções foram construídas sobre cisternas, a saber: a Cisterna do Castelo  (século XII), a Cisterna do Pátio da Botica, a Cisterna do Jardim e as Cisternas dos Claustros do Cemitério e da Lavagem (todas do século XV) e as Cisternas dos Claustros da Hospedaria, da Micha e dos Corvos, e, por último, a Cisterna do Claustro das Necessárias, construídas já no século XVI.

No claustro da Lavagem a cisterna servia a cozinha e toda a ala das oficinas. De acordo com informação no local, era aqui que os serviçais procediam aos trabalhos domésticos e à lavagem dos hábitos. Deve ter sido edificado a mando do Infante D. Henrique, nomeado governador e administrador da Ordem de Cristo em 1420.

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GPS: 39.6033665,-8.4186469

Outras fontes nas proximidades:  Poço no Claustro do Cemitério, Fonte no Claustro de D. João III, Lavabo da Sacristia Manuelina, Lavabo da Sacristia Nova, 

19
Jun19

Fonte de São Gregório, Tomar, Santarém

JL

1873 é a data gravada na pedra da fonte de São Gregório em Tomar, junto à capela com o mesmo nome e ao Hotel dos Templários.
Segundo a informação que consta numa placa no local, o chafariz original data de 1841 e é fornecido pela água da fonte de são Gregório, uma das sete fontes do primitivo abastecimento público da cidade.                                                                                                     in,Tomar na rede.

IMG_6628.jpeg

GPS: 39.6066661,-8.4150079
Outras fontes em Tomar: No Convento de Cristo, 

18
Jun19

Fonte junto à antiga cadeia, Constância, Santarém

JL

Até ao século passado, a existência de cadeias, nos municipios, dependia das câmaras municipais. Na maior parte dos casos, as cadeias funcionavam nos baixos dos Paços do Concelho ou de outros edifícios municipais. Noutras situações, bem mais raras, foram construídos edifícios expressamente para essa função. Foi o caso da Cadeia de Constância, que funcionou aqui, desde a primeira metade do século XVIII até 1914, altura em que, por se encontrar muito degradada foi vendida por 100 escudos! Atualmente, volta a ser pertença do município funcionando como espaço aberto e de cultura no centro histórico de Constância.

A fonte, ao seu lado, data de 1929.

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GPS: 39.4747849,-8.3388247

Outras fontes em Constância: Neptuno.

17
Jun19

Neptuno, Constância, Santarém

JL

Esta fonte fica no Jardim da Marginal de Constância, junto aos rios Zêzere e ao Tejo, bem perto do monumento a Camões e do Jardim-Horto de Camões.

A vila de Constância continua a ser associada a Luís de Camões, por este ter aqui vivido alguma parte da sua vida, quando a localidade ainda se chamava Punhete! 

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GPS: 39.4746702,-8.340009

Outras fontes em Constância: 

16
Jun19

Barquinha Parque, Vila Nova da Barquinha, Santarém

JL

Nos últimos anos, a grande maioria das localidades portuguesas tem-se desenvolvido de uma forma agradável e atrativa para a população. Cada uma, à sua maneira, tem sabido tirar partido dos seus recursos naturais e aproveitado esta "paixão" por tudo o que é português. Recentemente, pude constatar o que foi feito em Vila Nova da Barquinha, junto ao rio Tejo: um parque que além de ser natural é, também um parque de esculturas onde estão vários nomes dos mais representativos da escultura contemporânea portuguesa. Foi Prémio Nacional de Arquitetura Paisagista, em 2007, na categoria "Espaços Exteriores de Uso Público". O melhor desta zona verde é o facto das esculturas contemporâneas estarem na liberdade, o que cria uma dinâmica e uma proximidade muito maior com os frequentadores do espaço.

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GPS: 39.4579491,-8.4284614
Outras fontes em Vila Nova da Barquinha: Chafariz.

15
Jun19

Chafariz, Vila Nova da Barquinha, Santarém

JL

Data de 1863 e foi construído com a ajuda dos donativos de 65 habitantes. O pináculo veio da antiga ponte de Tancos, demolida com a chegada do caminho-de-ferro, e o restante material veio do Convento do Loreto. Na altura, era o ponto central da localidade: de dia pertencia às senhoras, que aqui ocorriam para encher os cântaros de barro ou conversar com as amigas e, à noite, aos homens, que por aqui ficavam, depois de saírem dos cafés da vizinhança. Está sem água e a precisar de restauro...

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Outras fontes em Vila Nova da Barquinha: Parque da Barquinha.

14
Jun19

Fonte das 3 bicas, Leiria

JL

A Fonte das 3 bicas, em Leiria, é uma fonte barroca, do século XVII, com três carrancas clássicas e dois bebedouros para animais, localizada no centro da cidade. Atualmente, a sua água não é potável mas, isso, já não é surpresa alguma. Fonte das Carrancas, Fonte Grande ou Chafariz Grande são outros nomes que lhe são atribuídos. 

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GPS: 39.7431103,-8.8057166

Outras fontes em Leiria: O Lis e a Lena.

13
Jun19

Fonte Luminosa o Lis e o Lena, Leiria

JL

Em dia de Santo António, uma fonte associada a uma história de amor:

Reza a lenda, que o rio Lis e o seu afluente rio Lena, se perderam de amores e que, um dia, à saída da cidade, onde os dois se juntam, celebraram casamento para unirem o seu amor... num só rio.

Para eternizar este amor, da mais conhecida e popular lenda da cidade, Leiria inaugurou, a 22 de Maio de 1973, a sua Fonte Luminosa, donde ressalta um conjunto escultórico com traços helenísticos da autoria do Mestre escultor Lagoa Henriques, alusivo à fertilidade das terras Leirienses, ao bucolismo pastoril de tempos antigos, e do romançoso descanso à sombra dos arvoredos que ladeiam as margens destes dois rios - a sintetização de um amor devoto... pela terra que os viu nascer...

in, walter-minhas viagens

Edit (14/02/2020): Uma lenda tão bonita, tinha de dar origem a várias manifestações de arte e cultura. A minha amiga Miluem, do blogue "As coisas que eu gosto! E as outras...", publicou um poema e uma bonita gravura, aqui:

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GPS: 39.7436816,-8.8067613

Outras fontes em Leiria: Fonte das 3 bicas.

12
Jun19

Poço no Claustro D. Afonso V, Mosteiro da Batalha, Batalha, Leiria

JL

O Mosteiro da Batalha desenvolve-se à volta do Claustro Real, com a igreja de um dos lados e os outros edifícios nos outros lados. O claustro, de forma quadrada, é cercado por arcadas em ogiva, dispostas num só piso. O primeiro arquiteto do claustro foi Afonso Domingues, criador inicial do projeto, em 1386, e das duas primeiras galerias do claustro. O Claustro Real é muito diferente do Claustro Afonso V, que é mais modesto: era um claustro secundário, ao contrário do Claustro Real, o maior e principal claustro do Mosteiro da Batalha. Só em 1515 é que o claustro ficará completo, com os últimos retoques de Mateus Fernandes, durante o reinado de Dom Manuel, reinado esse que correspondeu ao apogeu do Império Português e ao período de Arte Manuelina.                                                                                                                                  in, Descobrir Portugal.

No centro do Claustro D. Afonso V, há um poço com grande capacidade de retenção de água. Terá servido, certamente, para o aprovisionamento inicial do convento, até à conclusão do sistema hidráulico, e para a irrigação do jardim adjacente. Nos períodos de maior escassez hídrica constitui, certamente, uma reserva de emergência e um recurso para a comunidade religiosa.

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GPS: 39.6597148,-8.8259544
Outras fontes na Batalha: Lavabo do Mosteiro da Batalha.

11
Jun19

Lavabo de D. João I, Mosteiro da Batalha, Batalha, Leiria

JL

No século XV, o Convento de Santa Maria Vitória estava dotado de um sistema hidráulico que funcionava através de uma canalização subterrânea, que partia de duas mães de água e vinha abastecer o chamado lavatório franciscano. Chegada aqui, a água era repartida para a cozinha e para outras necessidades da comunidade conventual. 

O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, de estilo Gótico, resultou de uma promessa feita pelo rei D. João I, em agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota, travada a 14 de agosto de 1385, que lhe assegurou o trono e garantiu a independência de Portugal. O lavabo data do final do século XV ou início do século XVI, já no período Manuelino.

O Mosteiro é Património Mundial da UNESCO, desde 1989. É possível fazer-se uma viagem virtual de 360º.

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GPS: 39.6593413,-8.8260289
Outras fontes na Batalha: Poço no Claustro D. Afonso V do Mosteiro da Batalha.

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