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Fontes, bebedouros e chafarizes

Fontes, bebedouros e chafarizes

16
Mar18

Caixa de água renascentista - Aqueduto da Prata, Évora

JL

Classificado como Imóvel de Interessa Público, desde 1910, situa-se na Rua Nova de Santiago (ou, simplesmente, Rua Nova). A sua função era receber a água que chegava do Aqueduto da Prata. Após quatro décadas de espera e duas vãs tentativas, é finalmente inaugurado a  28 março de 1537, graças ao esforço de D. João III, que juntou todos os recursos possíveis para dotar a cidade com o mais extenso e complexo projeto de engenharia hidráulica do seu tempo. Obra de extrema necessidade, já que era preciso abstecer a cidade e minimizar a frequente escassez de água, sobretudo nos meses de verão. Apresenta uma extensão de 18km, desde a nascente, na Herdade da Prata (freguesia da Graça do Divor), até ao final do seu percurso, um chafariz, na Praça do Giraldo. Segundo registos da época, era uma fonte adornada por leões de mármore que estava associada a um arco de triunfo romano, ambos depois abandonados aquando da remodelação henriquina da principal praça da cidade e cuja fonte primitiva foi substituída pela atual fonte da Praça do Geraldo. Um pouco antes do final do aqueduto, foi construída esta caixa de água, seguindo uma estrutura que aludia aos templos clássicos. 

 

Fonte: DGCP

   

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Outras fontes na cidade de Évora: O Beijo, Chafariz das Bravas, Chafariz da Rua de Alconchel, Chafariz das Portas de Moura, Chafariz da Praça do Giraldo, Chafariz da Universidade de Évora, Fonte da Casa do Lavabo (Universidade), Caixa de Água Renascentista, Fonte de ferro do Largo dos Colegiais, Fonte do Largo dos Mercadores, Chafariz do Rossio de S. Brás...

10
Mar18

Fonte da Casa do Lavabo, Universidade de Évora

JL

No interior da edifício da Universidade de Évora, junto ao bar e ao antigo refeitório dos Jesuítas, encontramos esta fonte barroca, que merecia melhor uso do que servir para colocar publicidade e outras coisas mais. 

Túlio Espanca, em 1966, queixava-se que a as torneiras tinham desaparecido, restando apenas os orifícios por onde, em tempos, saía a água. Segundo o mesmo autor, a fonte deve ser posterior a 1596 e foi construída de acordo com o testamento do Bispo de Portalegre, D. Lopo Soares de Albergaria. Apesar de ser praticamente ignorada por todos que por ali passam, ainda é possível ver os oito serafins, a fazer de gárgulas, e, na parte mais alta, as cabeças dos anjos esculpidas no mármore.

Fonte: Chafarizes e Fontes Públicas da Cidade de Évora

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Outras fontes na cidade de Évora: Caixa de Água RenascentistaChafariz das Bravas, Chafariz da Rua de Alconchel, Chafariz das Portas de Moura, Chafariz da Rua de Alconchel, Fonte no Largo dos Mercadores, Chafariz da Praça do GiraldoFonte da Universidade de ÉvoraO beijoFonte de ferro do Largo dos Colegiais, Chafariz do Rossio de S. Brás... 

  

09
Mar18

Fontanário da Universidade de Évora/Colégio do Espírito Santo, Évora

JL

É também uma das fontes mais importantes da minha vida, por ter sido nesta Universidade que fiz parte dos meus estudos superiores. Junto a esta fonte (ou fontanário) decorrem, normalmente, as principais festividades desta instituição, desde a "Receção ao caloiro", ao Dia da Universidade e até à "Queima das Fitas".

 

Túlio Espanca chama-lhe fontanário e aponta 1718 como a data da sua construção, no local onde antes havia um outro fontanário. De referir que o colégio do Espírito Santo foi construído entre 1550 e 1559. Instituída em 1559, pelo cardeal Henrique, a Universidade de Évora foi a segunda Universidade do país. Durante dos séculos esteve entregue à Companhia de Jesus, funcionando como Universidade do Espírito Santo.  Em 1759 foi encerrada, por ordem do Marquês do Pombal, aquando da expulsão dos Jesuítas. Reabriu em 1973, como Instituto Universitário de Évora, e, em 1979, passa a ser Universidade de Évora.

Tomo o edifício merece uma visita. Há vários testemunhos do barroco bem como esculturas e azulejos de beleza ímpar. Podendo, deve-se também entrar numa sala de aulas e imaginar como teria sido a vida dos alunos no tempo dos jesuítas. Ainda se conservam os púlpitos e os azulejos relativos a cada matéria aí ensinada. 

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Assenta num tanque em mármore do centro do qual sobressai uma pilastra que suporta uma pia de forma mais reduzida e redonda. Por cima desta sobressai uma esfera decorada com motivos vegetais: 

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Apesar de estar em relativo bom estado, precisa de uma limpeza, por causa dos fungos e da humidade. 

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Fonte: "Chafarizes e fontes públicas da cidade de Évora", de Madalena P. Guerreiro

 

 

Recentemente, houve um encontro de antigos alunos da Universidade e, juntamente com outras colegas de curso, registámos esse momento, com uma fotografia junto deste fontanário tão emblemático para nós:

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Também em 2016, juntamente com outras amigas de curso, fomos recordar os bons tempos passados junto deste espaço:

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Outras fontes na cidade de Évora: Caixa de Água Renascentista, Chafariz das BravasChafariz das Portas de MouraChafariz da Rua de Alconchel, Fonte no Largo dos Mercadores, Chafariz da Praça do GiraldoFonte da Universidade de ÉvoraFonte da Casa do Lavabo (Universidade), O beijoFonte de ferro do Largo dos Colegiais, Chafariz do Rossio de S. Brás... 

29
Jan18

Fonte da Apaulinha, Grândola

JL

Situa-se à saída de Grândola para Tróia, na estrada nacional 261. Foi mandada construir em 1878, pelo Município de Grândola, para reforçar os pontos de abastecimento de água. Foi muito importante para os grandolenses. Apesar de já não ter água a correr, está bem conservada e o seu espaço encontra-se limpo. É composta por uma parede de linhas geométricas em alvenaria, em parte ladeada de cantaria, um brasão com a data de construção e no cimo um pequeno pináculo. Tem, ainda, dois bebedouros, um tanque redondo e 17 colunas, algumas ligadas entre si por ferros, tudo em cantaria, e dois bancos corridos. 

De referir que o seu nome deriva de paúl. Deve, por isso, ler-se com um acento na letra "u" e não no "a"... 

 

Fonte: C.M. Grândola

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15
Jan18

Fonte do chafariz de Alcácer do Sal

JL

No Largo Aragão Mascarenhas, encontramos esta fonte do chafariz, composta por um painel quinhentista contendo uma caravela das que percorreram os mares da Índia e do Brasil. Representando as armas da vila, o painel está datado do ano de 1592 e tem uma inscrição latina "SALACIA URBSIMPERATORIA", nome que os romanos davam à localidade.

Obrigada, João Torres, pela tua contribuição! 

Fonte: Velharias do Luís

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