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Fontes, bebedouros e chafarizes

Fontes, bebedouros e chafarizes

05
Dez20

Fonte-escultura: Alegoria ao Rio Douro, Lisboa

JL

A Avenida da Liberdade é um autêntico museu a céu aberto. São várias as esculturas, de diferentes épocas e estilos, que embelezam uma das artérias mais bonitas da nossa capital. Parte dela corresponde ao antigo Passeio Público que teve o seu fim em 1879, precisamente para a abertura da avenida. Esse jardim murado era o local preferido, pela elite Lisboeta, para ver e ser vista.

Uma das esculturas é uma alegoria e simboliza o rio Douro. É representado por uma figura masculina, um pouco superior ao natural, semelhante a um deus atento ao evoluir das margens. Escontra-se no topo de uma cascata, segurando uma bilha, de onde cai a água, para a taça. Foi realizada por Alexandre Gomes, em 1780, para o Chafariz do Campo de Santana (nunca edificado), acabando, mais tarde, por vir para aqui. No outro lado da avenida, existe uma outra escultura-fonte, dedicada ao rio Tejo.

Infelizmente, em fevereiro deste ano, estava a precisar de um pouco de atenção, uma vez que a vegetação já não deixava ver muito bem os elementos escultóricos, como se pode ver pelas fotografias.

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GPS: 38.7181117,-9.144284

Outras fontes nas redondezas: Jardins da Praça do Império, Fonte Luminosa, Chafariz do Palácio de BelémConfeitaria dos Pastéis de Belém I e II, Fonte do Leão ou do Cláustro do Mosteiro dos Jerónimos.

04
Dez20

Jardins do Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa

JL

Pouco antes do confinamento, em março de 2020, levei os meus filhos ao Museu Nacional de Arte Antiga. Estávamos quase na primavera e o sol apetecia. Após algumas horas no interior, soube-nos bem andar pelo jardim deste belíssimo edifício que, em 1883, foi adquirido pelo Estado Português, para aqui edificar o Museu de Bellas Artes e Arqueologia.

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GPS: 38.704619,-9.1624303

Outras fontes nas redondezas: Jardins da Praça do Império, Fonte Luminosa, Chafariz do Palácio de BelémConfeitaria dos Pastéis de Belém I e II, Fonte do Leão ou do Claustro do Mosteiro dos Jerónimos.

24
Jul20

Chafariz de Celeiros, Mafra, Lisboa

JL

O senhor João Almeida, visita assídua deste blogue, enviou-me estas fontes, de um chafariz oitocentista, com o seguinte texto:

«Sintomaticamente construído na primeira curva da nova estrada, mas onde se encontravam também os que atravessavam a ribeira de Cheleiros pela ponte medieval em direcção a Norte, não ilustra apenas a renovação viária oitocentista aqui ocorrida; é também o mais importante elemento que relaciona a localidade com os seus senhores entre os séculos XVII e XIX: a Casa do Infantado [para a qual a tutela da povoação passou por falta de descendência dos Ataíde], instituição criada por D. João IV para servir os filhos segundos da monarquia portuguesa. Construído em 1833, conforme revela a inscrição comemorativa associada ao brasão real, recebeu um primeiro restauro em 1895, ano em que houve necessidade de se ampliar o ponto de captação de água. É um inequívoco chafariz oitocentista, de espaldar e tanque anexo, artisticamente enriquecido por mísulas classicizante que sustentam um frontão contracurvado de dois segmentos. Ao nível das bicas, o espaldar é revestido por secção horizontal de cantaria, que se liga ao tanque, sendo este alimentado por três bicas de formato circular integralmente realizadas em cantaria» (FERNANDES, 2008, p. 46). Existindo outros chafarizes na povoação «o chafariz, que a comunidade reconhece como tal, é este equipamento, de patrocínio régio e destinado a servir a estrada também régia» (FERNANDES, 2008, p. 47). Sob a pedra de armas com o escudo de Portugal, encimado por coroa e dragão, numa inscrição no lioz pode ler-se em singela cartela «ERA DE 1833» e, em lápide rectangular mais saliente: «Foi feito Este Chafariz por P.[rivilégio] R.[eal] / do D.[inheiro] das S.[omas] das Sizas. Toda a pessoa, / que tirar. Agua do tanque sara. con / denado pello Senado, da Cama / ra desta Villa:” (REAL, 1957, p. 208, citado por FERNANDES, 2008, p. 46).

FERNANDES, Paulo Almeida – «Notas sobre o urbanismo da antiga Vila de Cheleiros», Boletim Cultural 2008, Mafra, Câmara Municipal de Mafra, 2009, pp.27-66 (https://www.academia.edu/310534/Notas_sobre_o_urbanismo_da_vila_de_Cheleiros ) [consultado em 7 de julho de 2020] ; REAL, Mário Guedes — Fontes, bicas e chafarizes estremenhos: epigrafia e heráldica. Boletim da Junta de Província da Estremadura, S. 2, nºs 44—46. Lisboa: Junta de Província da Estremadura. (1957); pp. 169-210; Câmara Municipal de Mafra - «Cheleiros, Percurso urbano» (https://www.cm-mafra.pt/cmmafra/uploads/writer_file/document/1209/cheleiros__percurso_urbano.pdf ) [consultado em 7 de julho de 2020].

0302

GPS: 38.8895565,-9.3267556

Outras fontes nas proximidades: Fonte no Claustro do Convento de Mafra, Aldeia-museu José Franco.

12
Mar20

Fonte do leão, Claustro do Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa

JL

Nos Claustros do Mosteiro dos Jerónimos, também conhecido como Santa Maria de Belém, no canto junto à entrada do refeitório, uma fonte servia para a lavagem das mãos, antes das refeições. Uma lenda diz que se fizermos um desejo colocando a mão na pata do leão ele será realizado... 

O Claustro foi projetado por Diogo de Boitaca, que iniciou os trabalhos no começo do século XVI,  continuado por João de Castilho, a partir de 1517, e concluído por Diogo de Torralva entre 1540 e 1541. 

É possível fazer uma visita 360º a este monumento, aqui.

IMG_2522IMG_2513IMG_2512IMG_2481

GPS: 38.6973886,-9.2055408

Outras fontes nas redondezas: Jardins da Praça do Império, Fonte Luminosa, Chafariz do Palácio de BelémConfeitaria dos Pastéis de Belém I e II, Centro Cultural de Belém, Lavabo do Refeitório do Mosteiro dos Jerónimos.

11
Mar20

Centro Cultural de Belém, Lisboa

JL

Foi iniciado em setembro de 1988 e concluído em setembro de 1992. Na base da sua construção esteve a necessidade de um equipamento arquitetónico, que pudesse acolher, em 1992, a presidência portuguesa da União Europeia, e que, ao mesmo tempo, pudesse permanecer, como um pólo dinamizador de atividades culturais e de lazer. Após de acolher a presidência da União Europeia, é transformado em um centro cultural e de conferências, em 1993. O projeto é da autoria do arquitecto português Manuel Salgado. Dos cinco módulos previstos, apenas três foram executados.

Abriu como centro cultural e de conferências em 1993, destacando-se no seu programa a música, artes teatrais e fotografia. Recentemente, passou a albergar o Museu Coleção Berardo.

Nos seus jardins, pode-se avistar não só o Tejo mas também os Jerónimos e toda a zona envolvente.

cf, Wikipedia

IMG_2430IMG_2433

GPS: 38.69926,-9.20930

Outras fontes nas proximidades: Jardins da Praça do ImpérioFonte LuminosaChafariz do Palácio de BelémClaustro do Mosteiro dos Jerónimos, Refeitório do Mosteiro dos Jerónimos,  Confeitaria dos Pastéis de Belém I e II.

10
Mar20

Confeitaria dos Pastéis de Belém II, Lisboa

JL

Já aqui tinha publicado outra fonte existente nos corredores desta histórica confeitaria de Lisboa. Na minha última passagem por lá, e graças a uma nova entrada para aceder às inúmeras salas onde nos podemos deliciar com um dos doces mais famosos e maravilhosos de Portugal, vi esta pequena fonte, agora desativada. A higiene já era uma preocupação... 

IMG_7286IMG_7285

GPS: 38.6975105,-9.2045245

Outras fontes nas proximidades: Jardins da Praça do ImpérioFonte LuminosaChafariz do Palácio de BelémClaustro do Mosteiro dos Jerónimos, Refeitório do Mosteiro dos Jerónimos, Centro Cultural de Belém, Confeitaria dos Pastéis de Belém I,

09
Mar20

Chafariz do Largo do Rato, Lisboa

JL

Está encostado ao muro do Palácio dos Duques de Palmela, na esquina da Rua Politécnica e da Rua do Salitre. Edificado em Março de 1754, de acordo com os planos de Carlos Mardel, foi o primeiro chafariz a ser construído, integrado nos planos do Aqueduto das Águas Livres, sendo abastecido pela Mãe de Água das Amoreiras. É de estilo barroco.

IMG_2572IMG_0934.jpeg

GPS: 38.7199885,-9.1541829

Outras fontes nas proximidades: Jardins do Museu de Arte Antiga, Chafariz das Janelas Verdes, Miradouro de São Pedro de Alcântara,

07
Mar20

Chafariz da Esperança, Lisboa

JL

Este imponente chafariz está situado no Largo da Esperança na esquina para a Rua da Esperança, em Santos-o-Velho. Data de 1768 e foi executado em estilo barroco. O excedente do chafariz ia para um tanque das Lavadeiras na Rua Nova do Cais do Tojo. Em meados do século XIX, tinha quatro bicas: duas na parte inferior para os animais e duas na parte superior com carrancas de bronze para o povo. Atualmente é Monumento Nacional, tendo sido classificado em 16 de Junho de 1910. 

in, Guia da Cidade

Quando o fotografei estava a ser alvo de restauro. As fotografias são, por isso, as possíveis. 

IMG_2586IMG_2587IMG_2588

GPS: 38°42'32.3"N 9°09'12.5"W

Outras fontes nas proximidades: Jardins do Museu de Arte Antiga, Chafariz das Janelas Verdes.

05
Mar20

Chafariz do Intendente ou do Desterro, Lisboa

JL

A sua construção foi iniciada a 1 de Março de 1823, junto à Fábrica de Azulejos Viúva Lamego. Os primeiros esforços para construir um chafariz no local devem-se a Pina Manique, Intendente Geral da Polícia. O projeto mais antigo data de 1818 e referia-se à construção de um chafariz simples e pouco dispendioso. Foi projetado, conjuntamente, por Henrique Guilherme de Oliveira e Honorato José Correia de Macedo e Sá. Em estilo neoclássico, tem duas bicas e dois tanques semi-circulares. É rematado com uma esfera armilar. Em 1917, por motivos de reorganização de trânsito, foi transferido  para o atual local, na esquina da Rua do Desterro, em frente à Rua da Palma. 

IMG_2622IMG_2624IMG_2625

GPS: 38°43'11.8"N 9°08'08.7"W

Outras fontes nas proximidades: Largo do Martim Moniz, Largo do Intendente, Praça do Rossio, 

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