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Fontes, bebedouros e chafarizes

Fontes, bebedouros e chafarizes

25
Mar18

Poço nos cláustros da Sé de Évora, Évora

JL

O clautro da Sé de Évora data de 1325, após ordem do Bispo D. Pedro. É um belo exemplar gótico, enriquecido com rosáceas de decorações diversas. Não há informação sobre o poço que se encontra no centro do mesmo. Contudo, tendo em conta a importância que a água tem nas nossas vidas, é bem provável que a sua origem seja também medieval.

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Relativamente à Basílica Sé de Nossa Senhora da Assunção, mais conhecida por Catedral de Évora, ou simplesmente Sé de Évora, a maior catedral medieval do país, sabe-se que a sua construção se iniciou em 1186 mas só ficou pronta em 1250. É um monumento marcado pela transição do estilo românico para o gótico. No seu interior, existem muitos elementos arquitetónicos e artísticos de relevância, acrescentados ao longo dos tempos, seguindo os vários estilos vigentes (românico, gótico, manuelino, barroco...). 

Fonte: Wikipedia

Facto curioso: Diz-se que aqui foram benzidas as bandeiras da frota de Vasco da Gama em 1497.

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Outras fontes na cidade de Évora: Caixa de Água RenascentistaChafariz do Rossio de São BrásChafariz das Portas de Moura, Fonte no Largo dos MercadoresChafariz das BravasFonte da Universidade de ÉvoraFonte da Casa do Lavabo (Universidade), O beijoFonte de Ferro do Largo dos ColegiaisChafariz da Praça do Giraldo... 

24
Mar18

Chafariz da Rua de Alconchel (atual Serpa Pinto), Évora

JL

Ao início da Rua Serpa Pinto, encostada à Igreja de Santo Antão e muito próximo da Praça do Giraldo, encontramos este chafariz, bastante abandonado. Pensa-se que a sua fundação é da época da reedificação do Aqueduto, em 1531, afim de aproveitar as águas decorrentes da Praça do Giraldo. Além deste nome, também há referências que tomou o nome de "Chafariz dos Cavalos". No Tombo Municipal, de 1651 é designado de "Chafariz da Rua de Alcunchel" e, em 1849, "Chafariz da Rua D' Alcouchel".  

Fonte: Chafarizes e Fontes Públicas da cidade de Évora

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Outras fontes na cidade de Évora: Caixa de Água Renascentista, Chafariz do Rossio de São BrásChafariz das Portas de Moura, Fonte no Largo dos MercadoresChafariz das BravasFonte da Universidade de ÉvoraFonte da Casa do Lavabo (Universidade), O beijoFonte de Ferro do Largo dos ColegiaisChafariz da Praça do Giraldo... 

23
Mar18

Chafariz do Rossio de São Brás, Évora

JL

Está classificado como Imóvel de Interesse Público, desde 2011.

Tanto aparece referido como "Chafariz do Rossio de São Brás", como "Fonte do Rossio". Quanto à sua construção, também não há consenso: há quem refira o  ano de 1592, como o ano da sua construção, a mando de Filipe II; André de Resende diz que, em 1573, já existira aqui uma fonte, que fazia parte da rede de distribuição das águas do aqueduto da prata; em 1497, D. Manuel autorizou a construção de um poço no Rossio, a um munícipe, e, mais tarde, em março de 1501, a Câmara sugeriu que fosse de utilização pública, sendo convertida em chafariz de cavalaria, o que se concretizou. Não se sabe se estes dados se referem à fonte que, hoje em dia, podemos ver no Rossio de S. Brás. No entanto, perante a falta de certezas, é uma hipótese a ter em conta. Uma descrição existente no Tombo Municipal, de 1651, é coincidente, em parte, com a fonte/chafariz atual. Contudo, sabe-se que, em 1965, a Câmara Municipal de Évora procedeu a algumas modificações ou reparações, não se sabendo quais...

Em abril de 2017, a Câmara Municipal de Évora iniciou o restauro deste chafariz. O trabalho já está concluido mas as grades que ainda o circundam, já se encontram um pouco vandalizadas...  

Fonte: Chafarizes e Fontes Públicas da cidade de Évora

 

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Outras fontes na cidade de Évora: Caixa de Água Renascentista, Chafariz da Rua de Alconchel, Chafariz das Portas de Moura, Fonte no Largo dos MercadoresChafariz das BravasFonte da Universidade de ÉvoraFonte da Casa do Lavabo (Universidade), O beijoFonte de Ferro do Largo dos Colegiais, Chafariz da Praça do Giraldo... 

22
Mar18

Chafariz da Praça do Giraldo, Évora

JL

Classificado como Monumento Nacional desde 1910, o chafariz da actual Praça do Giraldo, conhecido como Terreiro ou Praça de Alconchel, nos séculos XIII e XIV e simplesmente Praça Grande entre os séculos XV e XIX, veio suceder a um outro aí construído para marcar a conclusão da obra do Aqueduto da Prata que terminava neste local.

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Com a sua localização privilegiada no contexto urbano da cidade, diante da Igreja de Santo Antão e na mesma praça onde se realizava, pelo menos entre os séculos XV e XIX, um mercado diário, uma Feira Anual e as corridas de touros da cidade, o Chafariz da Praça do Giraldo constituiu ao longo dos séculos uma das mais importantes estruturas de abastecimento de água à população. Para além do seu carácter utilitário, a evidente monumentalidade do chafariz fez com que este se instituísse mesmo como um símbolo de Évora ao longo dos tempos. Fez também parte do plano henriquino de modernização do centro da cidade, e em especial das anteriores estruturas de abastecimento de água mandadas construir por D. João III. A sua construção data de 1571 e é obra do arquitecto Afonso Álvares, mestre de obras do Infante D. Henrique.

 

Fonte: Chafarizes e Fontes Públicas da cidade de Évora

Património Cultural

 

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Todo construído em mármore branco, possui planta circular, dividida em embasamento, fuste, taça e arca em forma de píxide, com um remate pinacular a encimar o conjunto. Como elementos decorativos destacam-se oito mascarões a rematar as bicas, de onde a água corre para a taça. O patrocínio régio da obra, realizada no reinado de D. Sebastião, é marcado por uma coroa com cartela na arca, alusiva a este monarca, e completada com a inscrição comemorativa SEBAS/ TIANO LVSIT REGI/ PIO FE / LICIS/ VICTO/ RIA.

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Curiosidades: 

O primeiro chafariz seria certamente uma obra digna da cidade, sabendo-se que era ornamentado com leões em mármore, e se encostava a um arco de triunfo romano então erguido na praça. A sua demolição teve como causa única a vontade do Cardeal Infante D. Henrique em desimpedir o espaço da praça e a visão da novíssima Igreja de Santo Antão, destinada a albergar a importante colegiada de que este, como Arcebispo de Évora, era por inerência o prior. Apeado o arco, as estruturas que restaram foram recolhidas no Colégio do Espírito Santo da cidade, onde quer a tradição que ainda se encontrem algumas colunas. Contudo, Guido Battelli refere que a ideia do Cardeal era apagar as marcas da civilização pagã.

A sua configuração foi sofrendo alterações ao longo dos tempos. As oito carrancas por onde corre a água correspondem às oito ruas que desembocam na praça. A coroa imperial é no mesmo tom (bronze imperial) das carrancas.

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IMG_9464.jpgA sua excelente localização é ponto de paragem obrigatória não só quando se circula pela cidade, e se sente necessidade de retemperar forças e alguma frescura,

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(Em 1990)

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(Em 2016)

como também durante as festas dos estudantes de Évora. Também eu, no meu primeiro ano de universitária, tive a oportunidade de ser "batizada" nestas águas: 

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Outras fontes na cidade de Évora: Caixa de Água Renascentista, Chafariz da Rua de Alconchel, Chafariz das Portas de Moura, Fonte no Largo dos Mercadores, Chafariz das BravasFonte da Universidade de ÉvoraFonte da Casa do Lavabo (Universidade), O beijoFonte de ferro do Largo dos Colegiais, Chafariz do Rossio de S. Brás... 

21
Mar18

Chafariz das Portas de Moura/Fonte da Porta de Moura, Évora

JL

Mais uma fonte (ou chafariz) de Évora classificada pela DGPC como Monumento de Interesse Nacional, desde 1920. Tal como o chafariz da Praça do Giraldo, faz parte do período de renovação urbanística patrocinada pelo Cardeal D. Henrique e também foi desenhada por Afonso Álvares.

O monumento, todo em mármore branco, tanto tem de vistoso como de grandioso. Enquadra-se perfeitamente no Largo das Portas de Moura, onde a nossa vista se prende, também, nos edifícios circundantes. Foi solenemente inaugurado a 4 de Dezembro de 1556 (conforma inscrição na esfera) e pensa-se ter sido edificada por Diogo de Torralva, que à altura era também o mestre responsável pelas obras do Aqueduto (ESPANCA, 1993, p.67).

A obra compõe-se de dois tanques rectangulares, estando o principal em plano mais elevado. Este é abastecido por uma fonte em esfera, de mármore, assente em fuste circular, com "quatro carrancas representadas por serafins de alto-relevo". A água sobrante deste tanque abastece o outro, que fica num plano mais baixo e que, noutros tempos, serviria  os animais.

Fonte: Chafarizes e Fontes Públicas da cidade de Évora 

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Outras fontes na cidade de Évora: Caixa de Água Renascentista, Chafariz da Rua de Alconchel, Chafariz das Bravas Fonte no Largo dos Mercadores, Chafariz da Praça do GiraldoFonte da Universidade de ÉvoraFonte da Casa do Lavabo (Universidade), O beijoFonte de ferro do Largo dos Colegiais, Chafariz do Rossio de S. Brás... 

20
Mar18

Chafariz das Bravas, Évora

JL

Este monumento de interesse público é o a primeiro monumento com que nos deparamos ao chegarmos a Évora, vindos do litoral. É, também, provavelmente, das fontes mais antigas da cidade ainda em funcionamento. Túlio Espanca diz que já existiria em 1483. Ao longo dos tempos foi sofrendo várias intervenções mas nunca deixou de servir  pessoas e os animais. De referir que, era costume dar-se aqui de beber aos animais ou usar um tanque anexo (atualmente inexistente) para dar banho aos cavalos. Em 1860 foram descobertas ruínas e vários fragmentos da época romana. Uma descrição de 1966, feita pelo autor referido anteriormente, fala na presença de um brasão com as armas nacionais e duas carrancas de pedras, nos extremos. Atualmente, o chafariz pouco se assemelha essa ou com outras descrições. É composto por um paredão comprido, rebocado de alvenaria e cal, no cimo de qual ainda apresenta as vinte vistosas ameias góticas. Tem agora uma única bica, cuja água corre para um grande tanque rectangular. Em vez do brasão com as armas nacionais apresenta uma placa com as iniciais C.M.E.. A torneira que existia no extremo direito foi selada. No seu interior, foram colocadas luzes, para uma maior visibilidade noturna. O acesso ao chafariz só é pedonal. Ainda não há muito tempo era um local escolhido por muita gente para a lavagem de automóveis.

 

Fonte: Chafarizes e Fontes Públicas da cidade de Évora

 

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Curiosidades acerca do nome do chafariz:

1) Há uma lenda que envolve a Deusa Diana, quando esta tomava banho num dos tanques, semelhantes a lagos, que aqui existiam. Acteon tê-la-á tentado violar mas os seusgritos chamaram a atenção do povo de Évora que apanhou Acteon e o terá assassinado, pendurando as suas "bragas" (ou ceroulas) neste chafariz, para que todos tomassem conhecimento do seu crime;

2) O nome deriva de Fragas, que aqui existiriam, e a evolução linguística da palavra fez o resto;

3) Bravas era também o nome que se davam a mulheres causadores de brigas ou intrigas com vizinhos e outras mulheres. Foi, por isso, estabelecido que aquelas que estabelecessem injúrias a outrém pagariam de acordo com o número de vezes em que cometeram o crime: a primeira vez, pagavam 100 libras; se fosse a segunda vez, ser-lhes-ia colocado na cara uma espécie de açame de ferro, com uma lingueta pontiaguda, também em ferro, que, uma vez entrando na boca, impedia a língua de se mover, sob pena desta ficar toda cortada e de provocar dores horríveis.

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GPS: 38.5669576,-7.9217545

Cronologia: Construção: séc. XV (Já existia em 1483)

Outras fontes na cidade de Évora: Caixa de Água Renascentista, Chafariz da Rua de Alconchel, Chafariz das Portas de Moura, Fonte no Largo dos Mercadores, Chafariz da Praça do GiraldoFonte da Universidade de ÉvoraFonte da Casa do Lavabo (Universidade), O beijo, Fonte de ferro do Largo dos Colegiais, Chafariz do Rossio de S. Brás... 

 

19
Mar18

Fonte no Largo dos Mercadores, Évora

JL

Num largo muito bonito de Évora encontra-se esta pequena fonte, um pouco mal tratada pelos "grafiters" da cidade, bem como pela poluição dos carros que aí estacionam, diariamente. Como se pode ver pelas fotografias recentes, nem as torneiras se salvaram. 

Poucos dados se encontram acerca desta fonte. 

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Outras fontes na cidade de Évora: Caixa de Água Renascentista, Chafariz das Bravas, Chafariz da Rua de Alconchel, Chafariz das Portas de Moura, Chafariz da Praça do GiraldoFonte da Universidade de ÉvoraFonte da Casa do Lavabo (Universidade), Fonte de ferro do Largo dos Colegiais, O beijo, Chafariz do Rossio de S. Brás... 

 

18
Mar18

Fonte de ferro, Largo dos Colegiais, Évora

JL

 

É uma das muitas fontes de ferro que existem na cidade e teriam sido construídas no final do século XIX. Com o surgir da revolução industrial, os metais eram muito utilizados, nomeadamente o ferro fundido. Estas fontes, ou fontanários, são de construção simples e muito idênticas entre si. Como não possuem grandiosidade arquitetónica, pode dizer-se que a sua função era meramente utilitária. 

Uma vez que o terreno neste largo é bastante inclinado, a fonte de ferro foi construída sobre uma base que ajuda a que esta fique mais direita. 

Sendo, atualmente, abastecidas pela rede de distribuição pública, possui duas torneiras de metal. Sob cada torneira há duas pias desniveladas e configuração diferente: uma é redonda e a outra ovalada. Um dos números que indicam o ano da sua construção já caiu, pelo que apenas podemos dizer que a fonte data da última década do século XIX. 

Foi restaurada em 2003, tal como várias outras fontes da cidade. 

Fonte: Chafarizes e Fontes Públicas da cidade de Évora

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Outras fontes na cidade de Évora: Caixa de Água Renascentista, Chafariz das Bravas, Chafariz da Rua de Alconchel, Chafariz das Portas de Moura, Fonte no Largo dos Mercadores, Chafariz da Praça do GiraldoFonte da Universidade de ÉvoraFonte da Casa do Lavabo (Universidade), O beijo, Chafariz do Rossio de S. Brás... 

17
Mar18

"O beijo", Fonte do Jardim de Diana, Évora

JL

Uma fonte com uma vista fabulosa, não só sobre parte da cidade de Évora, como também sobre a planície alentejana. A escultura, que encima a fonte, é alusiva aos namorados, ou não estivessemos nós num dos Jardins mais bonitos de Évora, junto ao templo romano. Da autoria de João Cutileiro, data de 1981, o ano em que se realizou o "Simpósio Internacional de Escultas de Évora".

Fonte: Évora Viva

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A vista, para o lado do Jardim de Diana e do Templo Romano:

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A vista sobre o Aqueduto da Prata e parte da cidade de Évora:

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Quando estudei em Évora, este era um local de passagem regular com as minhas amigas, pois a água era sempre muito refrescante e ajudava-nos um pouco a ultrapassar o calor alentejano.

IMG_2102.jpgOutras fontes na cidade de Évora: Caixa de Água Renascentista, Chafariz das Bravas, Chafariz da Rua de Alconchel, Chafariz das Portas de Moura, Chafariz da Praça do Giraldo, Fonte da Universidade de Évora, Fonte da Casa do Lavabo (Universidade), Fonte de ferro do Largo dos Colegiais, Fonte do Largo dos Mercadores, Chafariz do Rossio de S. Brás... 

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